Fundador do Método LP, Lucas Peralles vê pacientes que chegam priorizando só a velocidade do emagrecimento, dispostos a cortar calorias de forma agressiva para ver o ponteiro da balança descer o mais rápido possível, mesmo sem saber o custo real que essa pressa costuma cobrar do corpo semanas ou meses mais tarde, quando o resultado já foi comemorado e esquecido.
Esse custo raramente aparece no espelho nas primeiras semanas, mas se manifesta depois, em cansaço constante, queda de cabelo, oscilação de humor e um metabolismo que responde cada vez pior à mesma restrição calórica de antes. Dietas radicais chegam a ter taxas de abandono entre 10% e 80%, a maioria já nas primeiras semanas.
O que a pressa por emagrecer custa ao corpo?
Cortes calóricos muito agressivos elevam os níveis de cortisol, o hormônio do estresse, e podem reduzir a produção do hormônio T3 pela tireoide, responsável por regular boa parte do gasto energético do corpo ao longo do dia inteiro, mesmo em repouso e durante o sono profundo.
Lucas Peralles descreve essa combinação como o motivo pelo qual dietas extremas costumam terminar com o metabolismo mais lento do que no início, além do risco real de perda de massa muscular e, em casos mais severos, formação de cálculos biliares, deficiência de ferro e vitamina B12 e queda importante na energia diária, mesmo com o peso já mais baixo do que antes de começar.
Por que saúde e emagrecimento não deveriam competir
Tratar emagrecimento e saúde como objetivos separados costuma levar a decisões que sacrificam um pelo outro, como cortar grupos inteiros de alimentos até a fadiga aparecer, só para acelerar um resultado que o corpo não estava preparado para sustentar daquela forma tão abrupta, cobrando a conta em dobro mais adiante.

Lucas Peralles considera esse tipo de troca um mau negócio na maioria dos casos, porque o peso perdido dessa maneira costuma voltar assim que o corpo recupera o equilíbrio hormonal, muitas vezes acompanhado de mais gordura corporal do que a pessoa tinha antes de começar, além do desgaste emocional de recomeçar tudo do zero outra vez, sentindo que fracassou sem ter fracassado de fato.
Como o Método LP busca esse equilíbrio na prática?
Antes de definir qualquer meta de emagrecimento, o Método LP avalia sono, nível de estresse, exames de rotina e a relação da pessoa com a comida, para calibrar um déficit calórico que o corpo consiga sustentar sem reagir como se estivesse sob ameaça constante, algo que muda bastante de uma pessoa para outra e exige revisão periódica ao longo do acompanhamento.
Essa avaliação conjunta acontece na Clínica Peralles, com nutrição, medicina e treino conversando entre si, e é justamente esse cruzamento que Lucas Peralles aponta como o que evita transformar emagrecimento em um processo que desgasta mais do que constrói, mesmo quando o resultado inicial parece mais lento do que o de uma dieta radical anunciada nas redes sociais.
O que significa emagrecer sem comprometer a saúde?
Emagrecer com saúde não significa abrir mão de resultado, significa alcançá-lo por um caminho que o corpo consegue manter depois que a meta inicial já foi cumprida, sem pagar a conta em cansaço, queda de cabelo ou metabolismo mais lento nos meses seguintes ao término do processo de emagrecimento propriamente dito.
O ritmo certo é sempre aquele que a pessoa consegue sustentar sem sintomas de esgotamento, e é esse critério, mais do que a velocidade do resultado, que separa um emagrecimento bem-sucedido de um processo que cobra caro tempos depois de já ter terminado, quando ninguém mais está prestando atenção no resultado final alcançado meses atrás com tanto esforço.
