Tendências do luxo imobiliário 2026 apontam para um mercado mais seletivo, mais técnico e, ao mesmo tempo, mais emocional na hora de justificar preço e liquidez. Alex Nabuco dos Santos frisa que o alto luxo entra em 2026 com um desafio claro: entregar uma experiência completa, capaz de sustentar valor mesmo quando o comprador compara tudo com mais rigor e exige previsibilidade patrimonial.
Esse cenário nasce de três forças que se reforçam. Primeiro, a consolidação de um público de alta renda que procura segurança, conveniência e bem-estar como prioridade. Segundo, a profissionalização do produto, com arquitetura autoral, tecnologia e serviços integrados. Terceiro, a reconfiguração do ambiente tributário e de governança, que tende a aumentar o peso do planejamento na decisão de compra, venda e locação de ativos. Veja mais abaixo:
Tendências do luxo imobiliário 2026: experiência, detalhes e “produto de marca”
A principal aposta do segmento em 2026 será tratar o imóvel como um “produto de marca”, em que cada detalhe comunica valor. A personalização deixa de ser enfeite e vira estratégia: planta inteligente, acústica, automação, iluminação, materiais duráveis e áreas comuns com propósito real passam a influenciar a decisão. Segundo Alex Nabuco dos Santos, o luxo do próximo ciclo não se defende com metragem; ele se defende com conforto mensurável, estética coerente e uma rotina que funciona sem esforço.
Além disso, o alto padrão tende a avançar no uso de tecnologia para vender e para operar. A experiência digital, com recursos imersivos e apresentação de projeto mais precisa, reduz dúvidas e acelera fechamento, especialmente quando o público compra por oportunidade e não quer perder tempo com visitas improdutivas. Também cresce a busca por assinatura arquitetônica e por diferenciais que não sejam facilmente copiáveis, porque o comprador de luxo quer exclusividade real, não apenas promessa.

Longevidade, serviços e o avanço do senior living
Outro vetor forte para 2026 é a convergência entre longevidade, serviços e moradia de alto padrão. O senior living, em particular, entra no radar como segmento que combina demanda previsível, conveniência e uma nova leitura de qualidade de vida, com autonomia e suporte sob medida. De acordo com Alex Nabuco dos Santos, essa tendência não compete com o luxo tradicional; ela cria uma “segunda avenida” do alto luxo, mais orientada a bem-estar, comunidade e continuidade de cuidado.
Esse movimento cresce porque o público sênior não quer abrir mão de padrão, mas também não quer soluções improvisadas. Assim, ganham espaço projetos com estrutura de saúde e prevenção, design inclusivo, serviços compartilhados e áreas pensadas para sociabilidade. O resultado é um produto que tende a atrair não só moradores, mas famílias que desejam planejar o futuro com previsibilidade e dignidade, algo que o mercado premium valoriza cada vez mais.
Planejamento tributário, transparência e nova lógica de locação
Em 2026, o luxo imobiliário também será impactado por uma mudança de mentalidade: quem compra ou mantém ativos premium passa a olhar com mais atenção para a estrutura de custos e para a conformidade fiscal. A reforma do consumo insere atividades imobiliárias na lógica do IVA dual (IBS/CBS), com regras específicas. Para Alex Nabuco dos Santos, o alto luxo terá vantagem competitiva quando combinar exclusividade com engenharia financeira e clareza de compliance, porque o patrimônio precisa performar sem surpresas.
Na prática, o planejamento ganha peso porque a tributação tende a exigir gestão mais profissional, especialmente para quem opera locação como parte da estratégia. Há previsões de redução de alíquotas para locação com redutor relevante, o que muda a conta líquida e incentiva decisões mais técnicas sobre manter, reformar, mobiliar e colocar o imóvel em renda. Isso reforça um ponto decisivo para 2026: no luxo, liquidez e previsibilidade caminham juntas, e quem estrutura bem protege margem e melhora retorno.
Em conclusão, as tendências do luxo imobiliário 2026 apontam para um mercado mais exigente e, por isso mesmo, mais sofisticado: experiência acima de excesso, serviços acima de ostentação e gestão acima de improviso. Como demonstra Alex Nabuco dos Santos, o segmento deve premiar projetos autorais, tecnologia útil, localização forte e produtos alinhados à longevidade, ao mesmo tempo, em que aumenta a importância do planejamento tributário e da transparência operacional.
Autor: Polina Kuznetsov
