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Ernesto Kenji Igarashi
Notícias

Comunicação em operações sensíveis: O que falar, como falar e, principalmente, o que nunca dizer em campo? Saiba com Ernesto Kenji Igarashi

Irina Solvenka
Irina Solvenka maio 20, 2026 7 Min de leitura
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Ernesto Kenji Igarashi
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De acordo com o especialista em segurança institucional e proteção de autoridades, Ernesto Kenji Igarashi, em uma operação de segurança, a comunicação é tão crítica quanto qualquer equipamento tático ou protocolo de resposta. Uma informação transmitida no momento errado, para a pessoa errada ou no canal errado pode comprometer horas de planejamento, expor o elemento protegido e colocar toda a equipe em uma posição de desvantagem operacional. Por outro lado, uma comunicação precisa, disciplinada e economicamente utilizada é um multiplicador de eficiência que eleva o desempenho de toda a operação.

Contents
Por que a disciplina de comunicação é um treinamento tão importante quanto o tático?Quais são as principais vulnerabilidades de comunicação que comprometem operações de segurança?O que absolutamente não deve ser comunicado durante operações em campo?

A seguir, você vai compreender os princípios que regem a comunicação eficaz em operações sensíveis, como a linguagem e o canal de transmissão afetam a segurança e a eficiência do esquema e quais são os erros de comunicação mais comuns que profissionais experientes aprenderam, muitas vezes da forma mais difícil, a evitar. 

Por que a disciplina de comunicação é um treinamento tão importante quanto o tático?

Comunicação operacional eficaz não é uma habilidade natural: ela é o resultado de treinamento deliberado e disciplina consistente. Como explica Ernesto Kenji Igarashi, o ser humano, em condições normais, comunica-se de forma contextual, com subtextos, ambiguidades e referências culturais que o interlocutor presente no mesmo contexto consegue decodificar. Em uma operação de segurança, especialmente em situações de pressão elevada, essa comunicação orgânica gera ruído, interpretações divergentes e atrasos que podem ter consequências sérias. A disciplina de comunicação operacional existe exatamente para substituir esse padrão natural por um conjunto de protocolos claros, concisos e imediatamente compreensíveis para todos os membros da equipe.

Ernesto Kenji Igarashi destaca que a padronização de terminologia é um dos elementos mais básicos e mais frequentemente negligenciados nessa disciplina. Quando cada membro de uma equipe usa suas próprias expressões para descrever posições, movimentos, ameaças e procedimentos, a probabilidade de mal-entendidos aumenta de forma proporcional ao estresse do momento e à velocidade com que as informações precisam ser processadas. Equipes que investem no desenvolvimento e na internalização de um vocabulário operacional comum chegam a situações críticas com uma capacidade de transmissão e recepção de informação que é substancialmente superior à de equipes que improvisam a linguagem no campo.

Quais são as principais vulnerabilidades de comunicação que comprometem operações de segurança?

Segundo Ernesto Kenji Igarashi, ex-coordenador da equipe tática da Polícia Federal, a comunicação em canais inseguros é uma das vulnerabilidades mais sérias e mais comumente exploradas em operações sensíveis. O uso de rádios sem criptografia, de celulares convencionais ou de aplicativos de mensagem sem proteção adequada em comunicações operacionais expõe informações críticas à interceptação, que pode ser relativamente simples para atores com motivação e recursos mínimos. Em operações de proteção de autoridades em ambientes de ameaça elevada, a comunicação precisa ser tratada com o mesmo nível de proteção que qualquer outro elemento crítico do esquema, o que implica o uso de equipamentos com criptografia adequada e a adoção de protocolos de segurança de comunicação rigorosos.

Ernesto Kenji Igarashi
Ernesto Kenji Igarashi

A comunicação não verbal, que inclui gestos, expressões faciais e postura corporal, é uma dimensão frequentemente ignorada nos treinamentos de comunicação operacional, mas que tem impacto significativo em operações conduzidas em ambientes com público. Um membro da equipe de proteção que demonstra tensão visível, que troca olhares conspícuos com outros membros da equipe ou que gesticula de forma que chama a atenção de observadores atentos está comunicando ao ambiente informações sobre o esquema que deveriam permanecer ocultas. O treinamento para manutenção de postura discreta em campo é uma habilidade específica que precisa ser desenvolvida e praticada de forma tão sistemática quanto qualquer habilidade técnica.

O que absolutamente não deve ser comunicado durante operações em campo?

A identidade e o itinerário do elemento protegido são as informações mais críticas que uma equipe de segurança precisa proteger. Qualquer referência a nomes, destinos, horários ou rotas em comunicações que possam ser interceptadas ou ouvidas por terceiros representa uma vulnerabilidade operacional grave. Em operações de alto perfil, as equipes desenvolvem sistemas de nomenclatura codificada que permitem comunicar informações essenciais sem revelar dados que poderiam ser explorados por uma ameaça. Esses sistemas precisam ser simples o suficiente para serem utilizados corretamente sob pressão, mas específicos o suficiente para que a informação transmitida seja precisa e inequívoca para os membros da equipe.

Informações sobre vulnerabilidades identificadas no esquema de proteção nunca devem ser comunicadas em canais abertos ou na presença de pessoas não autorizadas, independentemente de quão confiável o ambiente pareça. Comentários sobre posições descobertas, sobre a limitação de recursos disponíveis ou sobre lacunas nos protocolos de resposta, mesmo quando feitos em tom técnico e construtivo, podem ser captados por observadores atentos e transformados em vantagem operacional para uma ameaça. A regra geral é que qualquer informação sobre limitações do esquema de proteção deve ser comunicada apenas nos canais adequados, nos momentos adequados e para as pessoas autorizadas a recebê-la.

Conforme pontua Ernesto Kenji Igarashi, a incerteza e o desacordo dentro da equipe são estados internos que nunca devem se manifestar de forma visível ou audível durante a execução de uma operação. Assim que membros de uma equipe de proteção demonstram hesitação, discutem procedimentos ou expressam incerteza na presença do elemento protegido ou do público, eles comprometem dois ativos fundamentais: a credibilidade profissional da equipe e a confiança do elemento protegido na eficácia do esquema. Divergências técnicas e dúvidas operacionais têm um lugar adequado para serem tratadas: nos briefings, nos debriefings e nos treinos. Em campo, a comunicação precisa transmitir apenas competência, controle e clareza.

Autor: Diego Rodríguez Velázquez

Tag:Ernesto IgarashiErnesto Kenji IgarashiErnesto Kenji Igarashi Especialista de segurança institucionalO que aconteceu com Ernesto Kenji IgarashiPolícia FederalPrograma aeroportoQuem é Ernesto Kenji IgarashiTudo sobre Ernesto Kenji Igarashi
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